domingo, 7 de junho de 2009

Pimenta Doce

Sexta (05/06) fui ao Pimenta Doce. Por um lado, gostei. É um bar interessante, atraente, com uma preocupação estética visível. Peças de cerâmica nas paredes, mesas e cadeiras de madeira, iluminação indireta, ambiente coberto e ao ar livre, e uma pista de dança bacana. Um espaço agradável com elementos rústicos, como as vigas de madeira que separam as mesas da pista, os tijolos à vista, os objetos de fibras naturais e as cores em tons terra. Duas telas de plasma na parede atrás do tablado trazem o ambiente para a atualidade. Uma graça. Ao longo das quatro horas que estive por no bar deu para perceber a intenção de agradar o público que a galera que trabalha lá tem. Muito prestativos e atenciosos. É bom ver surgir lugares como este, quanto mais opções melhor. Nós, público, só temos a ganhar. Aumentando a concorrência teremos que ser agradados, cativados e acolhidos, caso contrário, é só escolhermos outro lugar para frequentar. Só vejo vantagens! A "Hora Pimenta" é um atrativo a mais.
Por outro, vi que alguns velhos hábitos precisam ser superados. Há que se descobrir o valor de um sorriso economicamente desinteressado, e substituí-lo por uma sorriso sincero, receptivo, agradável e aconchegante. Há que se valorizar o espaço, deixar as pessoas mais a vontade. O conforto é uma característica fundamental nesse tipo de negócio.
Se queremos levar uma "vida moderninha" e preciso moldar-se. Mesmo assim, corre-se o risco de esbarrar em tempos de pós.

M.

Coisas da cidade

Já tem tempo que penso sobre escrever à respeito das coisas que considero curiosas ou genuínas que acontecem aqui em Dourados. Situações cotidianas, exemplos da vida diária, sentimentos urbanos, percepções, hipóteses, justificativas e considerações. Esta cidade está em um território híbrido. Aqui, tradição e modernidade vivem colidindo e negociando. Colisões muitas vezes tensas, e negociações nem sempre bem sucedidas. E é mais ou menos sobre isso que quero escrever, sobre essas coisas da cidade.

M.